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Software pirata: vale a pena ou vale o preço?


Free Pirate SKull
Creative Commons License photo credit: Magnera

No próximo episódio vamos conversar sobre a legalidade nos programetes que rolam em nossos Ecrãs! Porque será que o software é tão caro no Brasil? O que pode acontecer com minha empresa ao utilizar softwares não legalizados? Existem alternativas no mercado opensource?

A pauta veio por sugetão de nosso leitor/ouvinte Henrique Coutinho. Valeu Henrique, o programa promete.

E por falar em prometer, seguimos firme em aumentar exponencialmente as possibilidades de interação com o programa. Se no episódio 29 anunciamos a chegada da comunidade no Orkut, temos mais novidade:

Então turma, fiquem atentos: dia 29/06 pela manhã o EP estará no ar.

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54 comentários

Eita, que esse meu editor tá querendo me dar trabalho!!!

Henrique Haruki Arake Cavalcante - June 22nd, 2009 at 2:44 pm

Dependendo da área de atuação do freelancer, existem boas opções de softwares livres equivalentes para substituir os softwares irregulares. O grande problema é que muitos deles são desconhecidos do grande público,

Atualmente como programador Web, existem na verdade mais opções em software livre do que em software proprietário, atendendo-me plenamente. Como Gerente de Projetos, existem opções ao Microsoft Project (dotproject, planner, Gantt Project) e à linha Office (BrOffice).

Henrique Poyatos - June 22nd, 2009 at 2:46 pm

eita…. sugerido por um Henrique, comentado por outros dois..

Henrique Poyatos - June 22nd, 2009 at 2:47 pm

Triple H! :D

Henrique Haruki Arake Cavalcante - June 22nd, 2009 at 2:49 pm

Atenção turma:

Qualquer comentário que faça alusão à pirataria, ou que INCENTIVE abertamente o uso de piratas, ou que confesse o uso de softwares piratas a) ou será excluído e deletado dos arquivos do blog, ou b) são de inteira responsabilidade dos declarantes. Nós aqui no podcast não fazemos alusão a qualquer tipo de prática ilegal, ok?

(Falem em tese…)

Mauro - June 22nd, 2009 at 3:05 pm

Primeiramente, parabéns para equipe do Falafreela. Ouço desde o primeiro programa, sou fã, e já utilizei várias dicas em minha vida profissional.

Sou formado em Administração de Empresas, mas trabalho com desenvolvimento de sistemas.

Depois de muitos anos usando softwares “alternativos” cheguei ao situação de ter meu equipamento de trabalho 100% legalizado.

Minha pergunta é uma variação sobre o tema. Para poder ter a introspecção necessária para codificar, especialemente quando em ambientes barulhentos, costumo ouvir muitas músicas em MP3.

Sei que esses arquivos não tem relação com o meu trabalho, mas dão um suporte importante para ele ser feito.

Me dêem uma dica. Incluo esses arquivos no processo de legalização das ferramentas.

Márcio Dias - June 22nd, 2009 at 3:24 pm

Se eu entendi bem você está em dúvida se legaliza ou não seu acervo de mp3 via alguma loja virtual, é isso?

Mauro - June 22nd, 2009 at 3:30 pm

Realmente os preços dos softwares no Brasil tão pela hora da morte, ainda mais pra um freelancer. Mesmo tendo diversas ferramentas de software livre, elas são pouco conhecidas, ou não apresentam toda a comodidade que a paga tem.

Acredito que a pirataria seria muito menor se os preços fossem mais acessíveis. Encher de taxas para poder amenizar as perdas com a pirataria eu acho um tiro no pé.

Fernando Henrique - June 22nd, 2009 at 3:35 pm

Correto.

Uns 30% são “ripados” de CD meus, ou seja, em teoria, como tenho a mídia original são legais, já os outros 70%.

A questão é o seguinte. Considero eles como “material acessório” ao trabalho.

Márcio Dias - June 22nd, 2009 at 3:36 pm

Questão interessante, vamos pesquisar a repondemos no ar!

Mauro - June 22nd, 2009 at 3:37 pm

Bom, o uso de softwares piratas ou crakeados tem limitações, existe alguns programas que pdem substituir alguns deles e são FREE.

Romario - June 22nd, 2009 at 3:39 pm

Outra questão.

Considerariam anti-ético ( ilegal sabemos que é ) usar um programa “crackeado” para resolver um problema específico e logo após desinstala-lo. Sendo que esse programa não faz parte de sua rotina normal de trabalho.

Márcio Dias - June 22nd, 2009 at 3:50 pm

Uma virgula faz toda a diferença! Vejam.
- Não, sou a favor da pirataria!
- Não sou a favor da pirataria!

Vocês devem estar se pergutando e o que isso tem a ver com a Pirataria?

Acredito que muitos de nós são apaixonados pelos programas gráficos e ,tirando apenas apenas os sortudos com grana com MAC, 90% dos usuários possuem o Sistema Operacional piratão. Ora então por que vamos discutir sobre isso?

Assim como a frase que comecei esse dialogo, vejo que o único ponto que nos faz comprar um produto, dito como pirata, é á virgula, digo, o preço.

Mas caso o preço caisse, vocês comprariam o software? Eu sim, por que vejo a necessidade de estar atualizado, assim como pela importância do suporte e também por ser fã da série de programas gráficos (Não sei se posso falar o nome, mas entemda Adobe).

Falando de maneira geral, vejo a pirataria como o famoso: “Jeitinho brasileiro de ser”, ou seja, se temos problemas para conseguir algo ou alguma coisa, buscamos logo um subterfúgio. Isso é cultural e as vezes é errado.

abração
Cabral

César Cabral - June 22nd, 2009 at 4:02 pm

Quanto a solução de softwares alternativos?

Uso o notepad++, muito bom e free.

Quanto a pacote gráficos, infelizmente preciso dizer que não tive sorte em achar um programa compatível.

César Cabral - June 22nd, 2009 at 4:07 pm

Sempre que quiserem saber sobre softwares livres equivalentes, verifiquem as ‘tabelas de equivalência’:

http://www.linuxrsp.ru/win-lin-soft/table-eng.html

http://www.geografiafacil.pop.com.br/INtabelaequivalencia.htm (esse aqui aparentemente não funciona mais)

Se mais alguém souber de tabelas mais recentes, agradeço..

Henrique Poyatos - June 22nd, 2009 at 4:57 pm

Quando o profissional é completo, o Software é indiferente. Ex: um ilustrador saberá vetorizar uma imagem tanto no Inkscape quanto no Corel Draw.

Um grande exemplo é esse vídeo em que um ilustrador recria uma foto do pessoal do CQC usando o PAINT: http://www.youtube.com/watch?v=7C_vBphWEDU

Léo Rocha - June 22nd, 2009 at 5:20 pm

Uau! Fiquei impressionado com a rapidez da repercussão de uma “twittada”. Virou tema do próximo Falafreela e já gerou comentários.

Estou me organizando profissionalmente e, como a maioria, quero utilizar programas legais (em todos os sentidos). Fiz uma pesquisa de preços de softwares para design e imagem (aqueles que todo mundo quer ter) em sites americanos e achei que os valores estavam razoáveis. Ouvi dizer (esse negócio de “Ouvir dizer” não tá muito certo) que comprando lá, não poderia utilizá-los aqui. Assim, pedi um orçamento para uma loja brasileira. Abri o documento e fiquei contente com o que vi – os valores (em Reais) estavam iguais aos das lojas americanas! Minha alegria durou pouco quando percebi que havia me enganado – os preços estavam em Dólar! Ou seja, para nós, pobrinhos brasileiros, os preços eram o dobro do que os ricos americanos pagam! Murchei na hora. Depois fiquei revoltado. Não me parece inteligente inflacionar os valores para compensar perdas com a pirataria. A meu ver isso é um tiro no pé mesmo. Conheço muita gente que quer ter apenas produtos legais e, se os preços fossem mais razoáveis (mesmo proporcionais às nossas condições de país “em desenvolvimento”) certamente venderiam mais e teriam uma imagem melhor.

Perguntinha: alguém sabe se, comprando uma suíte de programas gráficos nos EUA, eu poderia utilizá-la aqui, sem problemas?

Henrique Coutinho - June 22nd, 2009 at 6:23 pm

Creio que o assunto deste tópico seja sobre software para design e imagem, não é? Desde longa data (20 anos) tenho usado software proprietário na faculdade, mas assim que apareceram os equivalentes open-source (Inkscape, Gimp, Scribus, Fontforge, Blender, etc.), vejo que é cada vez menos necessária a utilização de software proprietário, e o open-source começa a preencher as lacunas que anteriormente existiam (actualmente, por um lado, é notável a falta de suporte a cmyk, mas por outro, o suporte a scripts em linguagem python é excelente, em regra geral) – recentemente, os designers da associação belga ConstantVZW receberam um premio pelo design de um livro que foi feito apenas com open-source (Scribus e Gimp), e eles em http://ospublish.constantvzw.org tem se empenhado bastante na divulgação e utilização de open-source, ao ponto de serem eles a organizar o próximo Libre Graphics Meeting, 2010, em Bruxelas.

nitrofurano - June 22nd, 2009 at 7:08 pm

links sobre a mensagem anterior: http://ospublish.constantvzw.org/news/osp-scribus-prizewinning-design (o primeiro premio do concurso Plantin-Moretus, do livro feito com Scribus e Gimp); http://ospublish.constantvzw.org/news/libre-graphics-meeting-2010-in-brussels (sobre LGM 2010, o que passou este ano foi em Montreal, com temas também muito interessantes); http://pythonide.blogspot.com/2008/10/how-to-make-money-with-free-software.html (um bom exemplo de um trabalho só possível de ser feito com open-source)

nitrofurano - June 22nd, 2009 at 7:23 pm

Gostei muito do que foi falado pelo Léo e pelo nitrofurano… eu particularmente não lido muito com manipulação de imagens, logo o Gimp me é mais do que suficiente.

Ouvi falar muito bem do Inkscape, o Blender é realmente bárbaro!

No Gimp, falta-lhe o suporte para CMYK, verdade, mas a questão é essa: Se for indispensável, o software realmente não te atende, mas tem gente que coloca e falta deste suporte como desculpa, sendo que nem vai usar!

O usuário médio tem que parar com esse lance de “Não uso, acho software XPTO um lixo”, só porque o software é livre e é diferente do que o cara tá acostumado. Claro que há uma curva de aprendizado, os recursos ficam em lugares diferentes, mas será que não vale a pena? O cara é um manipulador de imagens DE VERDADE ou um piloto de Photoshop?

nitro, Livro feito em Scribus e Gimp! Que excelente! Conheço um livro que foi todo feito em BROffice.org ! Olha só quantos cases legais.

Henrique Poyatos - June 22nd, 2009 at 11:25 pm

obrigado! :) – e aqui segue um link sobre o tal primeiro prémio do livro no concurso Plantin-Moretus – http://ospublish.constantvzw.org/news/osp-scribus-prizewinning-design

e http://pythonide.blogspot.com/2008/10/how-to-make-money-with-free-software.html foi o design de uma moeda, que também foi premiada, a qual foi utilizada apenas open-source.

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 8:38 am

César,
Eu sou grande fão do notepad++ também!
Bom, vocês vão ouvir o programa e descobrir o quanto eu sou caxias com essas coisas mas não podia deixar de fazer aqui um “Viva!” para o Notepad++.

Léo,
Quando o profissional é completo, o Software é indiferente. Ex: um ilustrador saberá vetorizar uma imagem tanto no Inkscape quanto no Corel Draw.
Tô contigo e não abro!

Henrique Poyatos,
O Gimp tem suporte a CMYK sim, olha isso aqui:
http://www.blackfiveservices.co.uk/separate.shtml

O resto eu conto no podcast.
:)

[]s
Carol

Carolina Vigna-Maru - June 23rd, 2009 at 11:40 am

@Carolina

o suporte de CMYK no Gimp é por separação (e não por edição, directamente, como no Photoshop)- e acho que não há ajustes de calibragem, e de conversão para GCR ou UCR, que o Photoshop tem desde a versão 2.0 (de 1991 ou antes)

Por falar em Notepad++, o Gedit não existe também para ms-Windows? acho que é muito mais completo, permite mais plugins, etc. – o Gedit vem instalado por omissão no Ubuntu Linux.

‘Quando o profissional é completo, o Software é indiferente’ é uma grande verdade, mas esqueceste de citar o Aldus/Macromedia-Freehand (que a Adobe aniquilou), e o ‘conhecido’ Adobe Ilustrator (do Creative Suite, excelentes programas, mas muito criticados nos encontros Libre Graphics Meeting).

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 11:57 am

nitrofurano,

Em nenhum momento estou dizendo que o Gimp supre todas as necessidades gráficas. Eu mesma tenho a suite Adobe Creative, comprada com sangue, suor, lágrimas e um balde de dinheiro, justamente porque preciso do Photoshop e do InDesign (principalmente). Agora também acredito que pelo menos 50% dos usuários destes softwares não utiliza os recursos diferenciais que possuem e poderiam perfeitamente resolver seus problemas com similares gratuitos.

(e sim, o suporte de CMYK ao Gimp é pífio mas já é alguma coisa)

Eu não gostei do Gedit, achei – guardadas as devidas proporções, é lógico – que era mais ou menos como abrir o Photoshop para redimensionar uma imagem: quando é o que a gente tem, é o que a gente usa mas é completamente desnecessário. Agora, eu não sou programadora e portanto as minhas necessidades de um programa como esse são mínimas.

Sobre os demais (freehand, illustrator ou até mesmo os Painters da vida): Não esqueci, não. Estava respondendo o Léo, e reproduzi o que ele escreveu, apenas isso.

Abração,
Carol

Carolina Vigna-Maru - June 23rd, 2009 at 12:05 pm

claro Carolina, percebo-te perfeitamente! :) e conheço bem todas estas particularidades que estás a confirmar!
Abração,
Paulo

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 12:13 pm

Isso tudo depende muito da área. Alguns pontos:
1-Não sei se software é mais caro aqui do que no exterior. Sinceramente acho que não. Inclusive já comprei online dois softwares caros com descontos específicos para países em desenvolvimento. Um deles pela metade do preço.

2- Quase sempre existem alternativas gratuitas ou (mais baratas) para os programas pagos. Uma coisa a considerar é, se você já sabe usar o programa pago, vale a pena gastar tempo aprendendo a usar o programa gratuito? O programa gratuito faz tudo que o pago faz? E o cliente? Ele espera que você use algum software específico? Caso sim, provavelmente ele será mais compreensivo com problemas (desde que inevitáveis) do software “recomendado” ou “padrão” que ocasionem atrasos do que com uma alternativa que ele não conheça. Muitas vezes a compatibilidade não é absoluta.

3-Uma coisa que poderia ser abordada no Podcast é o retorno ao desenvolvedor. Muita gente só quer saber de usufruir de software gratuito, mas se a coisa lhe foi verdadeiramente útil, não custa tanto fazer uma doação de $5 para incentivar novas versões. Vamos alimentar o bom carma hehe

4- Você como freela muitas vezes é uma empresa. Empresas estão sujeitas à fiscalização. Irregularidades geram multas.

5- Dica de software tá valendo? AutoHotKey. Não importa o que você faz, provavelmente existem scripts prontos ou que podem ser facilmente adaptados para economizar tempo em algumas tarefas. É freeware.
6- Hoje em dia os computadores duram muito em relação a dez anos atrás, versões OEM podem ser vantajosas.
7- Você precisa mesmo ficar atualizando tudo a cada nova versão? Entre no espírito do http://lastyearsmodel.org/

Michel - June 23rd, 2009 at 3:44 pm

@Michel:

2- Existe uma diferença brutal entre software livre e software gratuito – há muito software gratuito que não é livre, e algum software livre que nem sempre é gratuito (normalmente tem a ver com suportes, mas o codigo fonte é sempre acessível). Um software livre é aquele que podemos confiar, saber como é feito, e fazer as nossas alterações se necessário, e não termos de esperar pela proxima versão de um desenvolvedor proprietário.

2- é um enorme erro aprendermos como se trabalha com um programa. Devemos é conhecer a generalidade das funcionalidades que um genero de software faz, para podermo-nos adaptar mais facilmente entre diversos programas semelhantes, como em diferentes versões de um mesmo programa. Em regra geral, podendo nós aplicar a tudo na vida, ao invés de sabermos como fazer cada coisa, devemos é saber como lá chegar, e porque.

2- porque é que o software ‘recomendado’ ou ‘padrão’ não pode ser o open-source? este tem sido o principal assunto que iniciativas e instituições como LGM, ConstantVZW, FSF, Fosdem, etc., tem se empenhado tanto. É só uma questão de tempo. O software proprietário só tem evoluido costmeticamente, enquanto o software livre tem evoluido a olhos vistos (resposta também ao item 7 – o link do video abaixo também responde).

3- muitas vezes tenho eu mesmo contríbuido com código, apesar de ser pouca coisa (plugins em python para Scribus, Gimp e Inkscape) – até mesmo enviar uma sugestão pode ser considerada como contributo de código. Interessante é vermos o outro lado: se os softwares proprietários para esses fins são normalmente pagos, eles não nos deveriam pagar se e quando lhes enviamos ideias? (já que há muita coisa que faz uma falta enorme a muito software proprietário)

4- isto só confirma a vantagem do open-source – a licença GPL ou MIT é mais do que suficiente

Apesar de, em regra geral, muito do open-source equivalente ainda ter deficiencias pontuais quando comparados com versões proprietárias, estas possuem funcionalidades muito úteis que nem sempre os desenvolvedores proprietários estão interessados em incluir (falta de visão, se calhar) – um utilizador de software proprietário pode muito bem utilizar os equivalentes open-source como benefício para a própria productividade, mas tenho alguma dificuldade em dizer se o mesmo aconteceria no sentido contrário… (só mesmo naquelas situações em que algumas funcionalidades dos proprietários são mesmo necessárias )

E estou a lembrar de uma entrevista a Aaron Seigo num encontro de software livre no Paraná, fazendo um paralelo com a historia da humanidade, sobre liberdade de conhecimento – http://www.youtube.com/watch?v=st04-Oxy_Og – assunto muito sério, que vale a pena ser reflectido.

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 4:21 pm

@nitrofurano
É bom lembrar que o uso do software proprietário não significa necessariamente o uso de formatos proprietários de arquivo, o que é uma lacuna da argumentação do vídeo.
Enquanto empresa-de-um-homem-só, o que me interessa é: que ferramenta executa qual tarefa de forma mais eficiente tendo em conta todos os custos, inclusive os de aprendizado e tempo? Se for open source, ótimo, uso muito software excelente com essas licenças. Se não for, não vejo porque usar a opção open source só por uma questão ideológica, para empunhar essa bandeira, como se fazer o contrário fosse sujo ou imoral.

Michel - June 23rd, 2009 at 7:11 pm

Carol, nitro,

O GIMP não supra todas vossas necessidades AGORA, espera daqui um tempo, o software é relativamente novo ! :)

nitro, adiciona àquelas licenças a BSD, que é bem maneira também!

Henrique Poyatos - June 23rd, 2009 at 7:49 pm

@Michel, não significa necessáriamente, mas por omissão acaba sendo em muitos casos – vê o exemplo do mapa dos transportes de Berlim que o Erik Spiekerman (e sua equipa) fez completamente em Aldus Freehand 3 (acho que foi a primeira aplicação do tipo de letra Meta que ele desnhou), e tenta abrir esses documentos pelo Macromedia Freehand 8 ou posterior, e que agora foi descontinuado por causa do Illustrator – claro que Freehand sempre suportou os formatos .ai e .eps, mas nada garante que esses documentos são abertos ou gravados com alguma qualidade em ficheiros com este nível de complexidade… Estou a falar do Freehand/Illustrator, mas há casos de longe muito piores, como o ms-Office, a fazer asneira da grossa com o ‘famoso’ formato ooxml, que de open e xml não tem nada, e tiveram a lata de impingí-lo à iso, e como se isso não bastasse, ainda tenta atirar areia para cima do formato odf do open-office, fornecendo uma semi-compatibilidade duvidosa e destructiva… – estou a citar casos pontuais, mas por serem formatos de programas proprietários, não há nada que nos garanta que o assunto da entrevista do Aaron Seigo não seja verdade de todo… – e no open-source temos a garantia do código ser transparente e disponível, não há nada que esconder, e nem razões para tal.

@Henrique @Carol – é verdade, o Photoshop existe a mais de 20 anos, e o Gimp a pouco mais de 10

@Henrique – tava mesmo a esquecer da licença BSD – obrigado! :)

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 10:01 pm

Já que o assunto é sobre software, seria legal vocês informarem que softwares utilizam para a gravação/edição do programa.

Leonardo Thibes - June 23rd, 2009 at 10:20 pm

Eu sinto falta mesmo é do Aldus PhotoStyler. Ele tinha uma ferramenta chamada “local undo” que era simplesmente a glória divina reencarnada como um punhado de bytes. Nada, nada até hoje supera.

Pronto, falei. E, claro, pronto, entreguei a idade.

:D

Carolina Vigna-Maru - June 23rd, 2009 at 10:27 pm

Henrique Poyatos,

Eu levo maior fé no Gimp.
Fã de carteirinha mesmo.

Aliás, adoro o Scribus, o Inkscape, o Blender… Uso o Artweaver profissionalmente, honestamente prefiro o OpenOffice ao MSOffice (o dicionário é muuuuuito melhor!), só sei fazer “coisas-web” no Notepad++, uso o Filezilla pra subir minhas tralhas pro ftp e acho o Jahshaka chatinho mas muito eficaz.

Dos comerciais, ainda não consigo ficar sem o Photoshop e o InDesign. Além desses 2, uso cotidianamente também o Houaiss, o Babylon e o Aurélio (sim, eu uso 3 dicionários).

Tenho problemas emocionais (horror, horror!) ao Dreamweaver mas sei que ele é um programa muito complexo e completo. É uma coisa do “santo não bater” mesmo, sabe como é?

Não gosto do Corel mas tenho. Não gosto do Illustrator mas tenho. Gosto mesmo do Inkscape: sem complicações desnecessárias, simples, leve, faz tudo que vc precisa e o simplify dele funciona que é uma beleza.

Sinto falta de um único software, citado acima, o Photostyler, que na verdade eu tenho o cd de instalação aqui da versão 2, guardado com todo carinho para o caso de um dia, dentro de alguma ruptura de tempo-espaço, eu voltar a ter o Windows 3.11 no computador… Nunca se sabe, né?

:D

Carolina Vigna-Maru - June 23rd, 2009 at 10:38 pm

Carolina, sobre o PhotoStyler – http://img4.imageshack.us/i/adsz2xn0.jpg/ – lembro-me vagamente – acho que cheguei a experimentar um trial de um cd de uma revista qualquer, não me lembro – era uma espécie de concorrente ao Photoshop naquela época, não era? Não duvido que rode bem no Wine ou em uma versão de Windows qualquer (se calhar até no ReactOS…) – se Freehand 5 e Fontographer 4 funcionavam relativamente bem em versões recentes de Windows (até XP, acho), é capaz que o PhotoStyler 2 também funcione.

Artweaver eu não conhecia – vou agora experimentar no Wine em Linux, enquanto não aparece nativo nem em Linux ou MacOS-X

O que me fez custar a atinar com o Gimp foi o raio da âncora, mas depois que vi como funcionava, acabei esquecendo que Photoshop existia.

Dreamweaver só utilizei aquelas versões mais antigas, do genero de a 10 anos atrás – quando começaram a complicar, passei a fazer tudo em editor de texto mesmo….

o Inkscape tem uma funcionalidade muito geek que é o editor de xml, muito util para quem costuma ‘sujar as mãos’ editando o svg em editor de texto, mas aquilo funciona em tempo real, como no Dreamweaver com o html – mas não digam a ninguém que foi sugestão minha na época do Sodipodi! ;) – e também podemos eliminar nós de bezier fazendo ctrl+click em cima, rodar guias, etc.

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 10:58 pm

Mas falando de mais programas proprietários, para quem gosta de pixel-art, há um insubstituível, que é a versão AmigaOS do DeluxePaint – ainda não conheci nada que substituisse aquilo

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 11:01 pm

nitrofurano,

Ooooo saudades. É esse mesmo. #photostyler
Eu já tentei rodar aqui e nada. Como na verdade eu só queria UMA função dele, acabei desistindo e ficando na saudade.

O Inkscape é tudo de bom mesmo. Ele é simples, eficaz e estupidamente fácil de usar. Até escrevi um artigo usando ele, olha só:
http://www.revistawebdesign.com.br/index.php/artigo-banco-de-imagens/

Acho que vc vai gostar do Artweaver. Ah, no tema, olha aqui também: http://guache.org/3-artweaver/

Abração,
Carol

Carolina Vigna-Maru - June 23rd, 2009 at 11:04 pm

nitro,

Tem uns sws assim, né? Insubstituíveis mesmo.

Acabo de te responder mas caí na besteira de colocar 2 links no mesmo comentário e ficou em moderação, amanhã o Mauro libera e vc olha, tá?

Bjs grandes

Carolina Vigna-Maru - June 23rd, 2009 at 11:06 pm

Carolina, sws não estou a ver o que é, mas tinha funcionalidades muito interessantes, como máscaras a partir de uma cor selecionada, criar paletas por blending, animação, e mais um punhado de coisas que permitiam uma edição muito rápida e ergonomica nesse tipo de trabalhos – eu adorava mesmo aquele programa – vou ficar em atenção ao post que caiu na moderação! obrigado! bjs grandes tb! :)

nitrofurano - June 23rd, 2009 at 11:14 pm

Desculpe!
sws = softwares (abreviatura comum nestas águas tupiniquins)

Não entendo o motivo que leva às softwarehouses descontinuarem funções. Entendo, claro, a questão comercial de escolher determinada linha de produto e todas as conseqüências disto, mas as funções boas podiam continuar!

(protesto photostyler em ação!)
:D

Bjs

Carolina Vigna-Maru - June 23rd, 2009 at 11:18 pm

@Carol,

BROffice.org/OpenOffice.org é o único corretor ortográfico JÁ ADEQUADO para as novas regras ortográficas!

Deu treinamento de BrOffice.org há muitos anos, o utilizo há muitos anos. Ajudei na 1a. tradução para o Português do Brasil (oo.org 1.0, antes eles era Português de Portugal, ó pá!)

Aliás, sou instrutor freelancer. Qdo fizerem um episódio sobre isso, quero participar!

[]s

Henrique Poyatos - June 23rd, 2009 at 11:45 pm

@Henrique
Não é verdade. Existe o Flip da Priberam para o Windows, que está perfeitamente adequado.

Michel - June 24th, 2009 at 4:16 am

Bem, por um tempo isso foi verdade. Bom saber que temos opções agora. Mas um certo LÍDER DE MERCADO ainda não está pronto para as mudanças…

De qualquer forma, OO.org foi o 1o., disso não há dúvida :)

Henrique Poyatos - June 24th, 2009 at 10:53 am

Sobre legalidade de mp3 (para o Márcio Dias), você sem perceber, e todo mundo junto, tem 100% ou praticamente 100% dos mp3 no seu computador ilegais. Mesmo os que voc~e ripou dos seus CDs. Pela legislação brasileira, a cópia, mesmo para uso pessoal, não é permitida a não ser para fim de estudo, e mesmo assim, só se não for na integra.

O único jeito de ter mp3 100% legal é comprando em loja virtual. Alias, já tentou fazer isso? Eu já, e desisti. Tem que comprar créditos, não tem os discos que a gente quer, tem que baixar software proprietário para baixar as músicas depois…

Sobre uso de SW pirata, minha questão é sobre como se portar perante a concorrencia desleal de quem usa tudo pirata.
Na minha area (música) existe uma legião de estúdios que não tem SW legalizado. É complicado competir com essa diferença gigante de investimento em SW de uns, e investimento zero de outros.
Existem algumas poucas soluções de SW musical mais em conta ou free, mas a maioria é bem cara (SW na faixa de U$500 e você precisa de vários deles para montar um estúdio virtual).

Como tratar desse assunto? Dizer para o seu cliente que você só usa SW legal não faz com que ele aceite pagar mais pelo serviço.

Mauricio Domene - June 25th, 2009 at 3:25 pm

O engraçado de tudo é que para nós programadores parece existir mais opções livres do que proprietárias.

E mais engraçado ainda é que na área de programação são poucas as soluções proprietárias superam, ou mesmo se equiparam, em qualidade se comparadas com soluções livres.

O exemplo mais claro disto são os editores para programação de certas linguagens como PHP, Pyton, Perl, Java(pasmem mas é verdade), Ruby e por aí vai.

Também predominam na área de servidores os softwares livres como o sistema operacional Linux, ou os bancos de dados MySQL e PostgreSQL e o servidor web Apache.

Já para a área de office, apesar do Office da Mycrosoft ser excelente, o OpenOffice não deixa muito a desejar não. Atualmente estou cursando Psicologia e neste curso temos que produzir muito conteúdo textual e vários gráficos, tudo em normas técnicas, e a dois anos tenho feito tudo no OpenOffice. Só posso dizer que estou ultra satisfeito. É confortável de usar, tem tudo o que eu preciso e ainda tem o recurso de exportar para PDF. E o corretor ortográfico é um pouco mais completo que o do Word. Sem falar que é multi plataforma, logo, para usar o OpenOffice não se fica preso ao Windows, sendo ele licenciado ou não.

Leonardo Thibes - June 25th, 2009 at 11:13 pm

Ops…..

Escrevi Microsoft errado :-p

Leonardo Thibes - June 25th, 2009 at 11:35 pm

Fala pessoal do FalaFreela… adoro o trabalho de vcs, fantástico, Parabéns mesmo!!

Mais cedo ou mais tarde vamos cair nessa, seja na emergência ou por falta de grana. Sabemos que os programas livres são “lindos e politicamente corretos”, mas nem sempre funcionam com qualidade ou precisão necessária. Sem esquecer da questão de que muitas agências ou produtoras não trabalham com outros softwares, além de exigirem conhecimentos em tais programas! o que fazer? Bingo… algo genérico, pelo menos nos primeiros passos! Atire a primeira pedra quem nunca o fez…

Existem até alguns programas online, mas ainda assim, deixam a desejar… eu em particular naum consigo trabalhar!

Sou designer gráfico, me formo este ano. Trabalho em uma agência multimídia de Pinheiros – SP e é impossível pagar o valor dos pacotes de programas como o Adobe, sem contar que a cada novo lançamento, brinde: novo computador – Eba -, Pq tudo tem q ser trocado ou ajustado. Salários iniciantes (ou freelas inicias, q tbm realizo) não permitem tais luxos. Não sou a favor de programas piratas / genéricos / alternativos, mas sei o quanto eles podem custar e viabilizar jobs momentâneos, sou sim a favor das empresas diminuirem o custo de tais softwares, oq poderia diminuir consideravelmente o consumo paralelo.

Falei de mais pessoal? Me empolguei! Valeu! LM_

Lucas Mattioli - June 26th, 2009 at 11:00 am

Minha postura frente a softwares livres na área de servidores de rede e de desenvolvimento é super favorável, como se pode observar no post que eu fiz, mas quanto a parte de edição gráfica eu fico com a opinião do Lucas Mattioli aí acima.

Acho que ele tem razão quanto ao custo dos softwares ser praticamente um agente inviabilizante no processo de legalização de software.

Existem sim muitas opções boas como o GIMP e o Inkscape, por exemplo, mas os concorrentes comerciais tem mais recursos. O GIMP, por exemplo, é ótimo para a edição de imagens para a internet e o ambiente virtual em geral, mas não tem um suporte legal a CMYK, o que praticamente inviabiliza o seu uso em impressos de nível profissional.

Leonardo Thibes - June 26th, 2009 at 1:31 pm

A sim, e como desenvolvedor para a web eu não poderia deixar de citar a richa entre os navegadores Internet Explorer(e seus milhões de bugs) e Firefox(e seus milhões deextensões).

O Firefox é um excelente exemplo de software livre que ganha de seu concorrente direto comercial. Além do suporte a extensões diversas, o que facilita nossa vida, também é compatível com os padrões propostor pela W3C(diferente de seu concorrente direto….).

Neste caso dos navegadores a minha opinião só é uma: O MELHOR QUE A MICROSOFT PODERIA FAZER PELO MERCADO DE INTERNET É SAIR DELE. :-)

Leonardo Thibes - June 26th, 2009 at 1:35 pm

@LeonardoThibes – eu até diria melhor! incluiria: O MELHOR QUE A MICROSOFT PODERIA FAZER PELO MERCADO DE SISTEMAS OPERATIVOS É SAIR DELE.

nitrofurano - June 26th, 2009 at 3:55 pm

@LucasMattioli – não, acho que disseste até pouco! :) – o que é estranho dos programas da Adobe é, para além de precisarem de muito melhores computadores a cada versão, as funcionalidades implementadas são pífias quando comparadas com as adicionadas no open-source, e em que o hardware nem precisa ser assim tão melhorado para os podermos utilizar – consigo rodar na boa (pelo menos abrem) as ultimas versões do Inkscape, Gimp e Scribus em máquinas a 300mhz com menos de 200mb de ram, no Xubuntu 9.04 – e não posso dizer o mesmo das ultimas versões dos proprietários.

nitrofurano - June 26th, 2009 at 4:00 pm

@nitrofurano – Concordo contigo! O problema é que em agências somos obrigados a estar sempre atualizados de acordo com as “tendências”, (ou monopólio/preguiça/metidice-aguda?) Enfim, sendo o que for, eles exigem cada vez mais… os softwares aumentam valores por mínimos detalhes, novas maquinas são solicitadas, novos cursos para os aplicativos! Aff… socorro! Vou virar bicho-grilo!

Mas confesso, não largo PS, AI e ID! Procuro não ser escravo de ferramenta (pelo menos parcialmente! rs), tento me adequar a outros meios de fazer as coisas, ou pelo menos alternar as vezes. Esses dias meu professor pegou um card feito pelo aluno do 1º ano, todo feito a mão e reciclável! Fantástico! \o/ Pirei com aquilo e decidi fazer alguns experimentos também! Cada vez mais os impressos serão eliminados, ou pelo menos “ajustados ecologicamente”! (Vale um episódio ein pessoal? Sustentabilidade e Ecodesign nas mídias freelas…). Chega! Parei de pirar! Aloha! Valeu!

Lucas Mattioli - June 26th, 2009 at 4:41 pm

Leonardo Thibes – Cara! Adoraria curtir os softwares livres e sem licensas! O problema é q não dá para instalar 10 programas-livres diferentes (um para cada efeito/estilo/porcaria-q-eu-queira-fazer), usá-los um para cada tarefa é loucura! Eu pirei um período GIMP e daí peguei um trauma tão grande q naum largo meus “queridinhos comerciais”… eh phoda! O valor eh alto, rezo pra que um dia isso mude, até lah… alternativos ou genéricos? Bom, até meus freelas renderem boa grana, terei q usá-los! rs! Valeu! LM_

Lucas Mattioli - June 26th, 2009 at 4:54 pm

@LucasMattioli – mas o que é importante é que não desistam, e que saibam que os open-source existem, e que vale a pena estar actualizado das funcionalidades que vão aparecendo, e não só, a comunidade open-source é muito aberta para contribuições de ideias (codigo é melhor ainda, claro…), sugestões e críticas. O editor de xml do Inkscape foi sugestão minha, por exemplo. Quanto mais gente falar mal do open-source, mais, melhor e mais rápido ele desenvolve! E se o ConstantVZW consegue ganhar primeiros prémios só a utilizar open-source, é nossa obrigação conseguir também! ;) – e os open-source são óptimos amigos nossos naquilo que os proprietários falham!

nitrofurano - June 26th, 2009 at 5:27 pm

Turma,

O episódio acabou de ser gravado e já o estou editando aqui para ir ao ar na próxima segunda.

Vai ficar muuuito legal.

Mauro - June 26th, 2009 at 6:32 pm

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