Huguinho, Zezinho e Luizinho
Tweet Siga @falafreelaAh, os sobrinhos. Você monta um planejamento, eles almoçam com o tio. Você tem 10 cases de sucesso em seu portfólio, eles a proximidade das pessoas certas. Você se esforça para chegar num orçamento honesto e vantajoso para todos. Eles, claro, trabalham de graça. Ou por comida. Ou por uma volta no carrão do parente abastado.
Longe de ser uma crítica aos bem relacionados – de certa ser assim é também um grande talento -, o FalaFreela#34 vai procurar trazer questionamentos importantes sobre os mercados que, embora cheio de profissionais, vive escorregando na mão de neófitos meio joselitos, meio canibais que levam projetos e oportunidades debaixo do braço.
Quem são, o que fazem e, claro, como evitar essa turma que, no clima de “xá comigo,tio” não contribui com um centavo para termos futuros mais profissionais e regulamentados?
Confira no próximo episódio. Comente desde já.

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15 comentários
Já perdi job para sobrinho. Certa vez fiz um orçamento com um valor que achei justo para meu trabalho. Essa pessoa já tinha feito orçamento com este “sobrinho” e ele propos um valor muito abaixo do que eu estava pedindo. Não querendo desmerecer os “sobrinhos”, mas acaba que esse tipo de profissional acaba desvalorizando nosso trabalho e anos de estudo.
Ana Claudia - August 28th, 2009 at 3:50 pm
As vezes é até bom, pq o Tio depois quer reformular o site que ficou uma porcaria.. e acaba valorizando um pouco mais o trabalho.
Em uma reunião, as vezes acaba sendo bem simples, comente desse tipo de “mão de obra” e faça a inversão de jogo. Por ex: se o prospect for um advogado, fale pra ele que qualquer um poderia ir a um tribunal e tentar resolver o problema sozinho. Mas ele vai conseguir? Com a ajuda de um profissional, que sabe o que está fazendo, as chances de um possível sucesso seria extremamente maior. Este exemplo se aplica a infinitas áreas… dentistas, psicologos, comerciantes, etc.
Outra dica: procure clientes que buscam qualidade no serviço, e não o menor preço!
Fábio ZC - August 28th, 2009 at 3:51 pm
Em primeiro, lugar parabéns pelo #33. Este, por razões óbvias, é meu preferido.
Tenho um bom case sobre os sobrinhos da vida. Mas estou sem tempo agora. Quando será a gravação?
Ah! Duplo parabéns! Vocês estão entre os 0,00000000001% da população mundial que acertam a pronúncia do meu nome e sobrenome de primeira.
Revan Berger - August 28th, 2009 at 4:11 pm
Olá freelas!
Acredito que este tema levanta a questão da disputa pelo cliente entre as pessoas com formação na área (Design/Desenho Industrial/WebDesign) contra os “micreiros”, que aprendem o software pela revista da banca em duas semanas e já dizem webdesigners e/ou designers.
Não que eu acredite que apenas será profissional quem tiver uma formação, mas acredito que nestes casos, o fato destas profissões não serem regulamentadas, problematiza e muito, principalmente na hora de gerar um orçamento (Orço minhas horas de trabalho ou já orço pensando em quanto o “micreiro” irá orçar?).
Abração trio!
Flávio Yamamoto - August 28th, 2009 at 4:12 pm
Revan,
Opa, golpe de sorte. Vivemos a errar nomes e sobrenomes!
Mauro - August 28th, 2009 at 4:18 pm
Revan, Mauro,
Estatisticamente, algum nome nós haveríamos de acertar, né?
Carolina Vigna-Marú - August 28th, 2009 at 4:29 pm
Fala freela!
Sobre nomes, o Mauro sempre acerta o meu, mas o Humberto engasgou no #33
… Nem ligo muito, o problema é quando a pessoa tem preguiça de ler e fala algo muito, muito diferente. Já escutei coisas assombrosas.
Enfim, esse episódio promete! Assunto polêmico! Tenho minha opinião formada sobre sobrinhos, mesmo porque já fui um deles.
Pra falar a verdade, ainda sou de algum modo. Um dos clientes que estou prospectando é meu padrinho e também meu tio. Meu orçamento foi acima da média dos orçamentos que ele tinha em mãos, mas bem mais justo. Justamente por ser um parente, me esforcei mais ainda pra mostrar que eu estava lá como profissional e não como parente. Mesmo porque, no sentido contrário isso também é válido.
Está quase tudo certo e espero que vire um dos meus melhores cases.
Sei que os sobrinhos não são necessariamente parentes. Sei também que a existência deles é muito importante. Por um lado, porque alguns convertem em ótimos profissionais, por outro porque geram trabalho pra mim. Ultimamente, os projetos pequenos que encarei foram de reformulações dos famosos sites de R$500. Além disso, esses clientes raramente contestam meus orçamentos porque, além dos orçamentos serem justos, entendem que vão ter o quanto vão pagar. Já aprenderam.
Acredito mesmo que o papel do sobrinho é fundamental. Profissionais não devem temê-los
Abraços!
Wendely Leal - August 28th, 2009 at 5:48 pm
Muito bom esse assunto, vai até mecher com o pessoal que é sobrinho, vão querer sair dessa vida. Ótimo assunto, parabéns a vocês!
Hildo Antônio - August 29th, 2009 at 12:00 am
hahahah, já anseio pelo episódio!
Fernanda Prevedello - August 30th, 2009 at 11:22 am
Não sei se dá tempo, mas vamos lá:
A mesma professora de balé do #33, já trabalhando comigo há alguns meses (e com bons resultados, diga-se de passagem) resolveu economizar um pouco e pediu para o sobrinho que trabalha na gráfica (que manja tudo de impressora, mas nada de proporções, cores, etc) para fazer uns bannners, seguindo a identidade visual que eu estava trabalhando. Com certeza o preço foi bem inferior do que eu cobraria… O problema que o resultado final também foi. Em menos de uma semana que os banners estavam na rua, ela me liga e pede para refazer o material pois a crítica negativa estava sendo grande. Dessa fez fiz o “job” sem desconto.
Em se tratando de sobrinhos, o barato sempre sai caro.
Um abraço.
Revan Berger - August 31st, 2009 at 1:50 pm
Encaro os famosos sobrinhos como os iniciantes em nossa área, assim como há empresas que demitem um bom profissional para colocar um estagiário no lugar, existe empresa que preferem contratar um serviço de um iniciante que cobra barato a contratar um serviço de um renomado profissional.
Não sei como foi o começo de vocês, mas no meu caso, como não tinha conhecimento nem experiência, o jeito era cobra barato para aprender.
Desculpem os amigos que acham um absurdo isso, mas eu acho necessário, não são todos que podem ser dar ao luxo de fazer uma faculdade ou um curso técnico sem ter que trabalhar, e no meu inicio, a 3 anos atrás, era impossível conseguir um estágio sem “experiência” nenhuma, então fazer alguns freelas a preço de banana foi a solução.
Agora que já tenho condições de cobrar um valor que condiz procuro clientes que pagam por tal ao invés de ficar de #mimimi por uma oportunidade perdida.
Lucas Schirm - August 31st, 2009 at 2:45 pm
A questão central do comportamento que batizamos como “o do sobrinho” não relação apenas ao valor do orçamento. Tem a ver com despreparo e de como essa falta de experiência é camuflada com meia dúzia de palavras da moda. Esse e o risco. Quando um cliente contrata um profisisonal júnior, sabe o que esperar. Quando contrata um “sobrinho”, espera demais.
Mauro - August 31st, 2009 at 2:49 pm
Olá pessoal, primeiro comentário que estou fazendo aqui (tava meio tímido rsrs…). Ainda estou nos primeiros episódios, e to gostando muito de ouvir todos vocês, que são geniais :] Estou começando a entrar no mundo freela, tenho nenhum trabalho concretizado, mais alguns materiais prontos, aguardando a oportunidade certa… Em busca do primeiro job ate pensei em dar uma de sobrinho rsrs, mais é triste em pensar que estarei entregando uma coisa que me esforcei, só pro cliente vê que eu existo… E ai pessoal o que vocês acham? Existe outra maneira de realizar o primeiro job sem pender para o lado negro da força? E quem aqui que nunca foi sobrinho o que fez para contornar isso?
Leonardo Tavares - August 31st, 2009 at 6:30 pm
Por isso que bem ou mal, eles tem o seu papel no nosso ciclo de trabalho.
As chances de vc começar sem ser este “sobrinho”, é muito díficil.
Mas quando vc é profissional já na área, vc tem que mostrar para o cliente quais são as principais diferenças para que seu trabalho possa ser valorizado.
Fábio ZC - August 31st, 2009 at 6:37 pm
Mauro, muito bem colocado. É uma visão interessante do que é “o sobrinho” e entendo que é a visão que vocês vão abordar.
Por outro lado, escuto esse termo há muito tempo e quase sempre gira em torno do novato com contato. “O profissional júnior” é novo pra mim, admito. Talvez eu mude agora a forma como encaro as coisas, mas o sobrinho, pra mim, também era aquele que começou lendo tutoriais de madrugada pra economizar os pulsos extras e sabia convencer o dono da padaria que aquele grátis .cjb.net ou .hpg.com.br era um bom endereço. Sem prometer muito, fazendo o que sabia, mal feito mesmo, mas
funcional. Esse que, além de ter tempo pra aprender a colocar letrinhas dentro de frames, tem o contato (o tio).Hoje a internet é importante de mais pra eu dizer que o sobrinho é inofensivo, mas prometer além do que pode cumprir não é marca registrada dele
. Logo o sobrinho, tadinho, que é freela nato e, talvez, o original.
Ah! Me veio à cabeça agora: espero que vocês achem bons exemplos de sobrinhos que atuam fora da internets…
Perdoem os comentários extensos… Abraços!
Wendely Leal - September 5th, 2009 at 5:37 am
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