Devo, não pago. Nego enquanto puder!
- Update: Este episódio foi ao ar no dia 29/09/2008. Post | Download Direto
Um dia, e acredite esse dia pode acontecer quando você menos esperar, o calote chega. Você pode até encontrar um ou outro freelancer que vai bater no peito e dizer: “Eu nunca levei um calote nos meus projetos”. Bom, muito provavelmente ele usa o “s” depois de “meu” e “projeto” por puro estilo, porque, quem tem alguma bagagem no currículo, acumula algumas milhas do programa de fidelidade dos calotes.
A que se deve isso? Valor percebido baixo? Falta de profissionalismo nosso no início do projeto? Nos ajude a destrinchar e, claro, aprender a evitar essa brincadeira nada agradável?
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11 comentários
Ahhh! Dessa vez eu tenho uma história, bem recente até.
Um colega (webdesigner) da pós, sabendo que eu desenvolvia sistemas, me convidou para fazer umas coisas no site de um certo MC (funkeiro mesmo) daqui do Rio de Janeiro. Pois bem, isso foi em Janeiro mais ou menos… O trabalho era simples (um sistema de newsletter e um cadastro de fãs), e deveria ser feito para 2 sites (2 MCs). Cobrei o meu preço, e ficou tudo certo… “Não rapá, final do mês a gente recebe essa parada”, beleza, né? Receber uma graninha antes do Carnaval… Terminei o sistema o mais rápido que pude e entreguei… E cadê o dinheiro? “Não cara, peraí que eu ainda não terminei minha parte, quando terminar eu entrego e a gente recebe”.
Tudo bem, eu sou paciente e fiquei esperando… “Não esquenta! Hoje eu tenho uma reunião com a empresária do cara, e ela vai me pagar, aí te dou sua parte”… “Calma cara, antes do Carnaval chega…”
Passou o Carnaval, passou Páscoa, passaram até as Festas Juninas, aí virei Kamikaze, já estava certo de que não receberia, e aproveitei meu tempo livre para fazer alguma coisa. Comecei a deixar recados no Orkut do malandrão, perguntando se ele ia me dar calote mesmo.
Ele não podia acessar o Orkut do trabalho, então as mensagens ficavam lá o dia inteiro, até que ele apagasse… E ele me mandou um e-mail, pedindo calma, e falando que já ia falar com a tal empresária (que aliás, eu já sabia tudo sobre a mulher, pois ele deixou a senha do painel de controle do servidor comigo, então tive acesso a todas as informações como CNPJ, endereço, telefone etc.).
Aí ele cometeu a pior burrada que podia, mandou um e-mail para a empresária, com cópia para mim, onde dizia que estava querendo receber a segunda parte do dinheiro… Peraí! Segunda parte? Então cadê a minha primeira parte? Pois é, me garfou a primeira parte… Virou questão de honra receber o dinheiro, então tirei todo o sistema do site, e apaguei o banco de dados (afinal, era o meu trabalho) e ele entrou em pânico: “Cara! Hackearam o servidor! Sumiu tudo de lá! Você tem backup aí? Coloca lá de volta!”
E eu disse que só ajudaria depois de receber o combinado.
Só desse jeito ele tomou vergonha na cara e me pagou.
Vinicius Costa - September 23rd, 2008 at 11:42 am
é.. essa coisa de calote é sinistro.. já levei alguns.. mas agora um pouco mais “cascudo” e após fazer um curso de Planejamento e Estratégias de Negócios aqui na PUC do Rio, pude melhorar a forma de montar propostas e assim me segurar de que receberei sempre o combinado e no tempo certo.
Abraços.
Daniel de Paola - September 23rd, 2008 at 2:50 pm
Um “amigo” meu montou uma empresa de Web. O cara é bom vendedor -coisa que não sou- e fechou em pouco tempo um grande projeto (construção de um portal turístico) com um grande empresário daqui da região. Depois de tudo acertado, ele se deu conta do tamanho do negócio e desesperou-se pois não possuia estrutura nem conhecimento para realizar o trabalho. Foi neste momento que entrei em cena. Conversamos sobre a proposta, combinamos valores e fechamos o serviço -tudo sem contrato, no “bigode” mesmo, afinal, era meu amigo, não tinha com que me preocupar.
Estava tudo perfeito, eu estava de férias na época (janeiro deste ano), tinha tempo e disposição para o trabalho. Imagina, aproveitar meu tempo ocioso para descolar uma grana extra e adquirir mais experiência seria pefeito.
Fiquei responsável pelo layout do site e me esforcei o máximo para finalizá-lo o mais rápido possível. Olha, suei… concluí minha parte como o combinado e fiquei aguardando o programador finalizar a parte dele, para aí então, eu poder receber meu tão esperado dinheirinho.
Mas foi aí que meu problema começou (bom, acho que se iniciou quando aceitei o trabalho). Meu “amigo” teve problema com o programador contratado, depois com um outro que o substituiu, e a novela permanece até hoje. Quase dez meses depois, e o portal ainda está em construção (finalmente ele encontrou um programador disposto a assumir a encrenca) e eu ainda aguardo sua finalização para, enfim, receber o valor que acertamos.
Sim, eu ainda tenho esperanças e por mais incrível que isso possa parecer, o empresário também.
Fica a dúvida. Independente da relação que se tenha com o parceiro de negócio, deve-se, de qualquer forma, firmar-se um contrato? No meu caso, tentado dar uma prova de confiança, dei (ou levei) um tiro no pé.
Abraço a todos.
Ah! Parabéns pela iniciativa e pela proposta!
Acompanho o site e seus podcasts com freqüência!
Diogo - September 24th, 2008 at 9:29 pm
É atire a primeira pedra quem ñunca tomou calote hehe, eu como freelancer em tempo integral, ja tomei vários, e claro tem de todo o tipo, tem um que toda vez que falo com ele ele fala ” hoje vou te depositar” ” ja estou indo ao banco” “ainda nao caiu? eu mandei tal pessoa depositar” “vixi a tal pessoa nao cosneguiur depositar nao achou a conta passa de novo ” e nisso vai faz 2 semanas to esperando porque é “amigo da familia”, por isso tento me cercar da melhgores ferramentas, contrato, se possível pegar cheque, receber %% adiantado na assinatura do contrato, pois se tomar calote não fico de mão abanando, visto que layout eu tercerizo então se o cara dar calote seria apenas na minha parte então e menos pior, não receber e ainda dever aquele projeto e complicado, mais paciencia é a vida tem que ter hehe nem sempre é 100% alegria.
Parabens comecei acompanhar o podcast e acho bem produtivo.
So um comentario aqui que estava ouvindo estes dias sobre valores a cobrar, eu acho engraçado alguns pessoal que trabalha nesta area, todos falam que tem que dar o preço emciam da hora trabalhada né? ai pergunto quando e um layout ai fala mais de hum mil reais o layout, ai eu faço o calculo, um bom designer ganha quanto no mês ? uns 4 mil ? dividido por 22 dias do mes daria uns 181 reais, divididos por 8 horas diarias 23,00 a hora ou seja digamos que ele faça o layout em 8 horas o layout sairia a 180 reais, mais ai faço o calculo ninguem aceita o porque disso.
Marcelo - September 24th, 2008 at 11:36 pm
Eu já levei alguns calotes, e com isso adquiri um sexto sentido para detectar clientes sem futuro, não me pergunte como aconteceu, acho que foi algo com a lei de Darwin, sei lá!! Vou contar algumas experiencias!!
1 – Recebi um projeto muito bacana de um empresário da região, muito empreendedor por sinal (viajava d+)que queria vender um serviço de Voip aqui na região, depois das primeiras reuniões e depois de lido a proposta orçamentária, estava tudo indo bem, não peguei nada de entrada, acho que esse foi o erro!! Fiz a programação visual pro cara, logo, folders e web. Depois de tudo pronto quando mando a cobrança, kd o grande empresário???
suumiu do mapa, não sei como foi isso, depois de meses tentando encontrar o cara, desisti e coloquei na caixa das almas!!
2 – Não foi bem um calote.. Um amigo (”amigos” são os piores clientes), o cara tava começando um negócio e pediu a minha ajuda eu ajudei sem custo na camaradage mesmo pensando no futuro, nunca pense no futuro as contas são agora, fiz material de divulgação, folders panfletos, cartão de visitas etc.. sem cobrar algum!! Quando o cara começou a ganhar dinheiro, advinha a quem ele procurou?? Uma agência de publicidade!! Disse que era melhor para o nome da empresa assinado por uma agencia famosa, foi foda e pra completar eu vendi uma máquina digital pra o cara , faz 3 anos que ele me deve!!
Isso tudo foi antes da minha mutação!!
parabens
muito legal a ideia
efras - September 25th, 2008 at 9:31 am
Olá Mauro, Humberto e Carol!
Esse foi um freela que fiz p/ um cliente de Brasília uns dois anos atrás. O cara tinha visto meu trabalho e queria 10 ilustras p/ uma apresentação na empresa dele em 3 dias.
Já que estava um pouco em cima da hora (p/ variar), cobrei mais caro. Fez cara feia, mas fechamos negócio com os valores acertados e tal.
Trabalho entregue no prazo, o cara veio com o papo que as ilustras não estavam do jeito que ele tinha pedido e que não ia pagar.
Talvez por falta de despreparo, não fiz um contrato, mas em compensação, por sorte minha, o cara era irmão da minha ex-sogra. Falei p/ ela que ele queria dar o calote e ela ameaçou ele (não sei como), mas funcionou. No dia seguinte a grana estava na minha conta.
Dúvida: P/ evitar um calote, um contrato se faz necessário? Como fazer um contrato?
Abraços e parabéns amigos!
Flávio Yamamoto - September 26th, 2008 at 3:27 pm
[...] trazendo questões sobre contratos e dúvidas sobre não pagamento de projetos já criados. Quem quiser conferir é só reler o post-pauta da semana passada. Esperamos sinceramente que as dúvidas tenham sido sanadas, [...]
Fala Freela! » Fala Freela#5. Malandro é malandro. Mané é Mané. Podes crer que é. - September 29th, 2008 at 12:12 pm
[...] trazendo questões sobre contratos e dúvidas sobre não pagamento de projetos já criados. Quem quiser conferir é só reler o post-pauta da semana passada. Esperamos sinceramente que as dúvidas tenham sido sanadas, [...]
FalaFreela#5 traz os segredos e técnicas por trás da arte de evitar calotes de seus clientes | Carreirasolo.org - September 29th, 2008 at 12:24 pm
Acontece nas melhores famílias…
Sergio Almeida - September 29th, 2008 at 2:54 pm
Ih, minha história é super recente; aconteceu essa semana!
Um amigo meu me indicou pra uma colega de faculdade para fazer um trabalho em flash. A garota, que ia se formar em projeto de produto, precisava que eu fizesse sua apresentação.
E assim, foi. Nos reunimos, acertamos como seria a apresentação e o prazo. O pagamento seri afeito 50% no ato e o restante na entrega. Deixei claro logo na primeira reunião que eu precisava que ela me mandasse seu conteúdo com antecedência, para que não tivessemos problemas caso o trabalho necessitasse de ajustes ou refações.
A menina se atrapalhou com sua dupla do trabalho da faculdade e atrasou para me mandar os conteúdos. Ela começou a mudar constantemente a data de entrega do trabalho porque não conseguia, ela mesma, cumprir as metas que estabelecia par amim. Eis que, cerca de DOIS MESES após nossa primeira reunião, ela resolve me mandar uma parte de seu material. Os detalhes: inicialmente, ela me pediu esse trabalho para dali há 15 dias [e demorou 2 meses pra me mandar o contúdo]; e, finalmente, quando me enviou UMA PARTE dele, já estávamos há 2 dias da entrega.
Desmarquei compromissos pessoais e remanejei compromissos profissionais para dar conta do trabalho dela no prazo, já que ela me pegou de surpresa quanto a ‘nova ‘ data de entrega. Até novamente receber, com surpresa, a notícia de que ela só iria me enviar o restante do conteudo na noite anterior à data de entrega.
Não preciso dizer que essa situação já estava completamente fora do que havia sido combinado.
Avisei que os últimos contúdos seriam mandados extremamente em cima da hora, pois meio dia do dia seguinte o trabalho havia de estar pronto, e perguntei se não havia como me mandar esses contúdos antes.
Ela simplesmente jogou a bola na minha mão, me pedindo ‘pelo amor de deus’ pra eu resolver com uma terceira pessoa [responsável pelos arquivos pendentes], uma forma qualquer de EU buscar seus arquivos [pra depois ainda virar a noite trabalhando neles].
Eu sabia que amenina estava surtada por causa da época de tcc, então, como uma gentileza, disse que eu TENTARIA buscar os tais arquivos. O detalhe é que eu teria que buscálos num lugar super longe da minha casa, e isso implicaria em ter que desmarcar mais compromissos meus, e furar ainda mais meu cronograma. Então ligeu pra ela avisando que eu não conseguiria buscar esses arquivos mais cedo, como eu gostaria, e que, por isso encontraria com ela a noite, como combinamos anteriormente.
Não havíamos combinado onde nos encontraríamos, mas imaginei que a coisa seria feita tal qual nosso primeiro contato: nos encontraríamos no metrô, em alguma estação que fosse o meio do caminho para ambas.
Para minha surpresa, quando ela me ligou a noite, a proposta era que eu fosse buscar os tais arquivos no mesmo local de difícil acesso para mim. Expliquei que eu não poderia me deslocar até lá por questão de tempo e outros compromissos, e ainda cogitei de nos encontrarmos no meio do caminho. Acreditem, ela me disse que não me traria os arquivos porque ‘estava cansada’, isso já lá pelas 19hs, quando nem motoboy era mais possibilidade.
Então, ela me pediu meu arquivo aberto para que o profissional que ela contratou para produzir seus 3d’s os inserisse na minha apresentção em flash. Eu, numa inocência muito absurda, cedi o arquivo aberto, imaginando que, de alguma forma a estaria ajudando a não perder seu prazo.
Resultado: O ‘profissional’ do 3d, vendo a possibilidade de arrancar mais uma grana daquele trabalho, alegou que meu arquivo tinha problemas q o impediam de linkar as partes que faltavam, e REFEZ a apresentação que tinha 95% dela prontos e, claro, cobrou. Ela, por sua vez, não quis me pagar a segunda parte do combinado, alegando que o trabalho não havia sido terminado [e não havia, mas não por uma falha minha].
Conclusão: por não ter feito nenhum contrato, não tenho muito o que fazer, mas nunca mais eu trabalho sem contrato.
Além disso, me qustiono que profissional ela será, já que não respeita nem os colegas de profissão. Acho que essas pessoas contribuem para a exploração dos designers por parte do mercado.
Juliana Fantinelli - December 4th, 2008 at 2:56 pm
Eu nunca levei calote, pois não trabalho…vivo de mesada…. e quando esta atrasa eu tenho meus meios…hauhau
José da silva - March 10th, 2009 at 4:03 pm
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