FalaFreela#41. Drops&Dicas#3
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Esta semana, Mauro Amaral, Humberto Oliveira, Carolina Vigna-Marú e Maurício Domene reuniram seus feeds, twittadas e experiências pessoais para apresentar mais um episódio de dicas. Você vai descobrir como entrar na carreira de autor, fazer bonito da rodinha de amigos, a valorizar conteúdo de alto nível, gerenciar melhor seu tempo e muito mais.
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- Faça bonito na rodinha de amigos no chopp de sexta-feira, graças ao http://alltop.com/, um site que agrupa notícias de vários sites.
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- Aproveite para conhecer ou ouvir novamente o FalaFreela#15: Tradução, revisão e conteúdo
- E finalize o seu dia ouvindo clássicos da MPB através da nova coleção de CDs da Folha de São Paulo
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Dicas relevantes para sua semana no FalaFreela#41 - June 21st, 2010 at 3:57 pm
Com relação a mudança de escopo do projeto por telefone, tenho a seguinte sugestão: GRAVE a ligação.
Com celulares Nokia com SO Symbian existe a possibilidade de se instalar programas que gravem a ligação automaticamente sem qualquer sinal. Minha sugestão é o Nokia N95 + o programa Ultimate Voice Recorder.
Sou policial civil e essa atitude já me salvou da corregedoria…
Leonardo - June 21st, 2010 at 4:31 pm
Com relação ao governo poder “usurpar” o direito autoral em determinados casos, sou a favor. É um dispositivo legal que possibilita a tomada de atitude com relação a autores que não permitem que a obra seja publicada no Brasil com preços acessíveis, por exemplo. Se for uma obra de importância acadêmica, sua publicação pode levar a desenvolvimento do país ou mesmo salvar vidas. É análogo à quebra de patentes pelo governo brasileiro.
Leonardo - June 21st, 2010 at 4:39 pm
Olá a todos!
Assim que me deparei com o podcast, fiquei indignado quando ouvi sobre a apropriação do Direito Autoral mas achei relevante o que foi dito pelo Leonardo.
Alguém sabe mais alguma coisa?
Alex Cói - June 21st, 2010 at 5:36 pm
Turma,
Não posso concordar com o Leonardo.
O governo (ou quem quer que seja) não pode usurpar os direitos do autor desta maneira. Quem dá o preço do livro não é o autor, é o editor. Então, o problema JAMAIS estará no autor querer determinar preço (nem caro, nem barato). Uma compra governamental, por exemplo, por causa da quantidade, faz necessariamente com que o preço fique mais baixo e mais popular.
Agora, o autor tem todo direito do mundo de não concordar com o uso da sua obra.
O papel do governo é o de estimular a cultura e seus autores/artistas, não de usurpar deles os seus direitos.
Quanto à quebra de patentes, existe uma diferença fundamental: não existe “autor”, existe uma indústria que lucra BILHÕES com a doença e o sofrimento dos outros.
A obra tem “importância acadêmica”? Parabéns ao autor, que certamente trabalhou sozinho e por anos, com muito estudo e esforço único para conseguir isso. Que o governo respeite a sua decisão, então, ora bolas.
Desculpe, não posso concordar com este capítulo da nova lei.
Carolina Vigna-Marú - June 21st, 2010 at 6:50 pm
Sobreo autor não querer publicar sua obra, existem outros motivos que não o lucro, obviamente.
Tim Maia fez um disco brilhante, baseado numa seita que ele mergulhou de cabeça uma época, e depois a rejeitou, e com ela, rejeitou o seu disco. Não queria mais que fosse divulgado aquele trabalho. A cabeça dele mudou, ele como autor tem todo o direito do mundo de não querer que a sua obra continue sendo comercializada.
Coisa parecida aconteceu com Baden Powel, quando se converteu ao cristianismo parou de cantar seus Afro-Sambas, que falavam de entidades do Candomblé. Podemos discutir sem fim se é caretice, se é carolice dele, mas é um direito dele como autor. O cara não se identifica mais com a obra, e não quer que ela continue circulando.
Há muitos motivos que um ator pode ter para não querer divulgar sua obra. É um direito internacional dele. O que o governo propõe com essa nova lei é um passo em direção ao autoritarismo e ao controle da produção artistica e intelectual por parte dele. Chega de tutela!!
Domene - June 21st, 2010 at 7:31 pm
“Sobre o autor não querer publicar sua obra, existem outros motivos que não o lucro, obviamente.”
Sem dúvida. Sou a favor da cláusula, mas da mesma forma que a quebra de patente é acompanhada de perto pelo judiciário, imagino que o mesmo se aplica aqui. Não há, com certeza, justificativa para quebra de direito autoral em se tratando de uma ilustração ou mesmo uma música. Agora, imagine o seguinte caso (exagerando mesmo):
Um árabe cria um software para o sistema de injeção de combustível que leva a uma economia de 25%. Ele não licencia o software para distribuição , já que a base econômica de seu país é a venda de petróleo. Será que o governo, em nome do bem estar do povo e conservação do planeta, não poderia passar por cima do direito do programador?
Sou extremamente liberal, desprezo maior parte das intervenções governamentais na sociedade, agora, tem situações que é dever do governo intervir.
Leonardo - June 21st, 2010 at 8:36 pm
Acho que cabe lembrar que o bem comum prevalece sobre o individual.
Leonardo - June 21st, 2010 at 8:38 pm
Os argumentos estão se perdendo quando tratam de invenções. Autor é de música, texto, ilustração, filme, artes, peças de teatro, filmes, etc.
Uma invenção que pode salvar vidas não tem autor. Tem inventor,protegido por patente. E isso é outro assunto.
Domene - June 21st, 2010 at 10:58 pm
Softwares serão protegidos por essa lei.
Leonardo - June 22nd, 2010 at 2:03 am
Leonardo,
Softwares são protegidos pela lei 9.609, que rege a propriedade intelectual de programas de computador e sua comercialização no País.
A lei de direito autoral refere-se a criações autorais, que é a 9.610.
Como bem disse o Domene, uma invenção que pode salvar vidas não tem autor. Tem inventor, protegido por patente e registrado no INPI. É ligado à indústria e não ao mercado cultural.
Entendemos que a sua intenção é nobre, mas acredito que está havendo uma confusão com o propósito da lei em debate.
Abraços,
Carolina.
Carolina Vigna-Marú - June 22nd, 2010 at 7:09 am
Primeiramente, parabéns para o podcast. Mesmo não trabalhando mais com freela (atualmente tenho uma empresa) ainda sou mto próximo do mercado freelance. A maioria dos clientes estão vindos dos parceiros do tempo em que eu era freelancer.
eu preciso de uma dica aqui do pessoal. Na verdade é da opinião de vocês.
Marquei uma reunião com um potencial cliente e gostaria de saber se seria indicado eu já apresentar a proposta na reunião, tendo em vista que eu já tenho uma boa idéia do negócio do cliente (uma pequena loja de vendas de produtos de escritório).
Na verdade eu estava com vontade de apresentar uma proposta simplificada (o modelo de proposta da empresa é bem detalhado, eu demoraria muito criando várias), apenas com as as funcionalidades, o valor e formas de pagamento, e caso ele tivesse interesse, elaboraria uma proposta mais completa a partir daquela e também de outras observações feitas na reunião.
O que vocês acham? Devo apresentar a proposta logo de cara ou espero para fazer a reunião para apresentar a proposta completa?
Marcus VBP - June 22nd, 2010 at 3:19 pm
Marcus,
A maneira mais sincera que eu tenho de responder é me colocando no seu lugar.
Se fosse comigo, eu levaria a proposta numa pasta e não mostraria de cara, esperava a reunião terminar para ver se não tem surpresas ou algo fora do escopo imaginado. E mesmo aí talvez eu não entregasse a proposta ainda. Poderia até usá-la como base para negociação, do tipo “acredito que a gente possa fechar em XYZ, envio a proposta para vocês ainda hoje”. Daí fica uma impressão super legal de agilidade e atenção com o cliente, pela rapidez em enviar a proposta. E, ao mesmo tempo, não deixa margem pra uma interpretação do tipo “o cara nem ouviu a gente”, que pode gerar desconfiança.
Agora, cada cliente é diferente. Vai pelo teu feeling. Você o conhece, isso é o mais importante.
E, claro, sucesso e boa sorte!
Abração,
Carolina.
Carolina Vigna-Marú - June 22nd, 2010 at 9:49 pm
[...] semana, Mauro Amaral, Humberto Oliveira, Carolina Vigna-Marú e Maurício Domene reuniram seus feeds, twittadas e experiências pessoais para apresentar mais um episódio de dicas. [...]
Carolina Vigna-Marú » FalaFreela #41 – dicas - June 23rd, 2010 at 8:43 am
Fala galerinha!
Bom, como primeiro post, gostaria primeiro de parabeniza-los pela ótima iniciativa, e que infelizmente só agora vim descobrir o podcast, e claro, o carreira solo. Continuem assim, nós freelancers agradecemos imensamente.
Minha cidade é Natal/RN, e apesar de ser um ótimo lugar para se viver no quesito qualidade de vida, a profissão de Design Gráfico não é valorizada o suficiente, uma vez que, o custo de vida aqui é demasiado alto em contraponto com a renda média. Para se ter uma idéia, trabalho oito horas por dia e ganho míseros dois salários.
Aliás aproveitando o desabafo, esta é uma realidade que, infelizmente, não atinge apenas o designer gráfico, mas de modo geral, aqui prevalece a errônea cultura de que, “se trabalha sentado, na frente do computador com ar condicionado, deveria é estar pagando para trabalhar pra mim!”. Então o profissional que trabalha neste ambiente, raramente, tem seu valor de mercado reconhecido em minha cidade, que tem preços de custo de vida, infelizmente, nivelados pela entrada de poder de compra que os inúmeros estrangeiros trazem, sejam por turismo, ou por investimento em imóveis e empreendedorismo.
Por estas razões, mesmo estando empregado, resolvi retomar a carreira de freela, a qual, pela falta de incentivo financeiro e necessidade imediata de grana, admito ter agido meio que como um “sobrinho”, com uns poucos clientes locais. Então cheguei a conclusão de que o ideal é mudar minha clientela, e oferecer o melhor do “eu” profissional.
Estou me projetando para atender a clientes estrangeiros, e graças a vocês, desta vez, de forma bem mais séria. Conforme disse, trabalho numa agencia, porém, pretendo me dedicar aos freelas nas horas vagas inicialmente, e quando a renda extra se igualar ou superar a renda fixa, ou passarei a trabalhar meio período, ou sairei do emprego. Para isso estou escutando todos os Podcasts, tendo especial atenção no quesito das notas fiscais, pagamentos via pay pal, portifólio online, website (sim comprei finalmente um .com.br para mim e logo o colocarei no ar), montagem do escritório, maquinário, enfim, me cercando de todas as armas possível, para que desta vez não fique no muro, e num futuro bem próximo, monte meu próprio negócio.
Solicito todavia a vocês que, se possível, dêem uma (ou várias) dicas de onde PEGAR esses clientes estrangeiros. Onde eles procuram por portifólios? Como devo divulgar meu site para que essa clientela chegue até mim? Pergunto porque infelizmente estou sem contatos bons no exterior e no momento estou contando apenas (segundo minha, talvez “limitada” visão de mercado) com estas ferramentas online, e sinto dificuldade em “clientar” esse perfil.
No mais, agradeço a atenção, um enorme abraço pra vocês.
Leonardo Sabino - June 24th, 2010 at 11:41 am
Sobre a questão da suposta “quebra” do direito autoral em prol do interesse público por parte do Estado, eu enquanto autor (potencial) de obras de ficção tendo realmente a ficar em princípio contra o projeto.
Todavia, como bem alertou a reportagem do dia 3 de maio da seção Link do jornal O Estrago de São Paulo (oops, ato falho), há obras e originais sendo DESTRUÍDOS pela impossibilidade de conversão para outras mídias por litígio de HERDEIROS dos autores, tal como o filme “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” de Leonardo Villar, e a digitalização de obras raras de Guimarães Rosa pela Biblioteca Digital da USP (Brasiliana).
O problema é o texto da lei forçando a brecha do REAL interesse público de conservação de patrimônio cultural POR CIMA do direito privado ACABAR SE ESTENDENDO ao autor NO MOMENTO PRESENTE.
J.D. Salinger, escritor de “Apanhador no Campo de Centeio”, um clássico da literatura, morreu e deixou uma enormidade de textos e obras inéditas que morrerão com os herdeiros sem jamais chegarem ao conhecimento do público, conforme era VONTADE DELE. Onde fica o interesse público neste caso? O que o patrimônio cultural da humanidade pode ter perdido sem jamais saber que perdeu?
Eu só sei que existem acordos internacionais de direitos autorais que estão sendo formalizados entre os países economicamente mais influentes que só estão dando salvaguardas a GRANDES INTERESSES ECONÔMICOS, e praticamente lançando o consumidor comum na ilegalidade pelo simples ato de copiar uma faixa de CD comprado LEGALMENTE para um arquivo mp3 para usar em seu pen-drive. Ou o mico que todo comprador de DVD legal paga de ser tratado como um CRIMINOSO EM POTENCIAL, obrigado a assistir aquela famigerada propaganda Anti-pirataria toda vez que quiser assistir a seu filme!
Não consigo me posicionar com clareza sobre este assunto. Só lançar mais dúvidas e controvérsias no debate!
Abraço!
Fernando Aoki - June 24th, 2010 at 3:15 pm
Desculpe, mas como assim interesse público?
A obra é do autor. Ponto final.
Se ele quer jogar fora, problema dele.
Interesse público é algo que salve vidas, como remédios.
Outra coisa, restauro não é exploração comercial.
O governo – ou quem quer que seja – NÃO tem o direito de explorar comercialmente algo que o autor ou os seus herdeiros não queiram. Isso chama-se ROUBO.
Carolina Vigna-Marú - June 28th, 2010 at 8:10 am
Em tempo: a lei fala de exploração COMERCIAL.
Quer montar uma biblioteca pública com a(s) obra(s)?
Beleza! Tem meu total apoio.
Quer ganhar com a MINHA obra? Só se EU permitir.
E mais: acho engraçado como o autor é quem sempre se dá mal:
Vamos supor que a lei passe como está e que o governo decida que vai, à revelia, publicar a obra do autor tal. GARANTO que o papel será pago, que a gráfica será paga, que a distribuição será paga. Só o autor que perde seus direitos?
Ah vá…
Carolina Vigna-Marú - June 28th, 2010 at 8:13 am
Sobre o valor cobrado, tem uma dica também: Quando você passa o preço e o cliente não discuti o preço, isso é quase certo q você cobrou menos que deveria. Não é regra mas acho que vale a dica! Parabéns e obrigado pelos podcasts!
Junior Paz - July 2nd, 2010 at 9:43 pm
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