FalaFreela#10. A Ética na selva freelancer
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Quando sugeri esta pauta, não tinha dúvida: seria um episódio cabeçudo. Discutir, mesmo que entre amigos, o que é ou o que não é Ético num mercado, digo, numa selva tão infestada de animais peçonhentos como é a do mercado freelancer não poderia dar em outra coisa.
E a coisa foi um papo bem humorado e cheio de situações que “aconteceram com um amigo meu que jura…”. Enfim, reunidos mais uma vez, Mauro Amaral, Humberto Oliveira e Carolina Vigna-Marú senão deixaram pedra sobre pedra, pelo menos atiraram algumas.
Ético ou não, o papo ilustra, inspira e contou com a participação de uma turminha do barulho: a comunidade do Carreirasolo.org.
Só para você não se perder nas referências, lembre-se que:
- O livro do Negroponte
que o Mauro leu para montar seu TCC sobre agências virtuais foi o Vida Digital
- A vida de Brian tem uma cena histórica sobre pixação
- Humberto Oliveira soltou o verbo num post semana passada que é leitura obrigatória
- Adaptar template e dizer que é criação sua, meu amigo, é crime e já rendeu um post
- Carolina Vigna-Maru já foi modelo de maquiagem…seja lá o que isso queira dizer…
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19 comentários
Não fui, não! Só fui convidada! Um amigo muito querido está terminando um curso de maquiagem para teatro e cinema e me pediu para ser sua vítim.. digo, modelo de final de curso.
Bjs
Carolina Vigna-Maru - November 3rd, 2008 at 7:14 am
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O que é Ético na Selva do Freelancer? O FalaFreela#10 responde | Carreirasolo.org - November 3rd, 2008 at 7:16 am
Muito bom o podcast! Já tinha visto no iMasters mas não tinha ouvido. Acabei de baixar e ouvir o episódio 10 e gostei muito, vocês abordaram um tema polêmico de uma forma simples e séria. Vou baixar os episódios anteriores e os que ainda virão. Parabéns!
Diego - November 3rd, 2008 at 10:55 am
Parabéns por esta edição.
Ficou muito boa, já ouvi uma vez enquanto fazia alguns trabalhos, mas vou levar agora para ouvir de novo no caminho da reunião.
Concordo plenamento com o Mauro, ética não é pessoal.
Outro dos grandes dilemas éticos que encontramos no dia-a-dia é aquele famoso lance de ser “convidado” a cobrir a proposta de um amigo, só para que ele leve o trabalho ou o cliente pedir a famosa bola.
Na minha opinião, ambos os casos são problemáticos, mas o segundo é completamente errado e anti-ético, principalmente se você para para pensar que este cliente só é seu por causa da Bola e não graças a qualidade do seu trabalho.
Leandro Bulkool - November 3rd, 2008 at 11:22 am
Eu já quase fui demitida por me recusar a aceitar bola de um cliente que já era da empresa onde trabalhava. O cara queria que eu o “passasse na frente” (sem saber que era o único projeto em que eu estava trabalhando na época, na empresa) e me ofereceu bola. Recusei. Ele falou pro meu chefe que eu o tinha atendido mal. Só não rodei pque, por alguma iluminação divina, eu mandei uma nota pro meu chefe na mesma hora do telefonema notificando o ocorrido, então ele foi inteligente o suficiente para saber o que estava rolando e me defendeu.
Nem preciso dizer que guardo ódio desse cliente até hoje, néééé?
Carolina Vigna-Maru - November 3rd, 2008 at 11:57 am
Muito bom esse episódio, gostei bastante das dicas. Estou muito ansioso pelo próximo parece que vai ser muito bom, até mais e continuem assim ops continuem não evoluem cada dia mais e mais.
Pedro Barroso - November 3rd, 2008 at 9:52 pm
Olá, enquanto vocês dormem eu leio, estudo e escrevo comentários…. rssss
Vocês achão Antiético ter vários clientes que são concorrentes entre eles?
Isso me ocorre sempre, a concorrência vê o meu trabalho e quer que eu realize o seu projeto também, eles não pedem para copiar o concorrente me procuram porque gostaram do trabalho.
Eu sou muito profissional não misturo clientes, por isso eu estudo e aceito quando possível atender a concorrência sem misturar as bolas, mas tem um problema, estilo de trabalho por mais que você tente diferenciar um projeto do outro as suas características sempre vão estar em ambos os projetos. Iai é errado? Minha opinião é que não é errado e nem falta de ética mas quero saber a opinião dos três.
Obrigado…. e até o próximo episódio.
João Netto - November 4th, 2008 at 2:59 am
João,
A minha: desde que você não passe informações de um para o outro, não vejo problema.
É importante também dizer claramente que você atende o concorrente dele, quando um cliente novo chegar. Aí o cara decide.
Transparência é tudo nessa vida.
Abraços,
Carolina.
Carolina Vigna-Maru - November 4th, 2008 at 12:47 pm
Eu quero partilhar uma situação que é super comum aqui em goiânia. Da mesma maneira que as agências de publicidade apresentam três orçamentos distintos para a terceirização de um serviço, os clientes quando recorrem diretamente ao designer querem que este apresete uma prévia do que seria o resultado final do trabalho para ele comparar com mais duas outras proposta que ele já solicitou, e fica com o trabalho aquele que ele e alguém da equipe gostar.
Suzi - November 4th, 2008 at 4:42 pm
Suzi,
Eu venho melhorando mas já fui conhecida por minha impaciência… Teve uma vez que um protocliente me pediu uma “provinha” do meu trabalho. Respondi que perfeitamente, assim que ele depositasse uma “provinha” do pagamento na minha conta. Perdi o cliente, é óbvio.
Então, o meu melhor conselho é que você não faça como eu e consiga um meio-termo que te dê o trabalho sem perder a dignidade.
Eu acho um desaforo esse negócio de trabalhar sem saber se o trabalho é seu.
O portfolio serve exatamente pra isso, pro cliente ver o seu trabalho, dããã…
Mas eu sou reconhecidamente ranzinza.
[]s
Carolina
Carolina Vigna-Maru - November 4th, 2008 at 5:30 pm
Muito bom o fala freela #10!
Rachei de rir da risada da Carolina! hahahahaha! Muito boa!
Diego Griep - November 5th, 2008 at 10:09 am
#envergonhei
Carolina Vigna-Maru - November 5th, 2008 at 1:19 pm
Sobre trabalhos terceirizado e comissionados:
Penso como uma empresa de 1 só. Só que nesse caso eu contratei um freelancer para me ajudar. Vou cobrar do meu cliente mais do que esse profissional me cobra, obvio. Lucro. Só que acabo agregando algo nisso, não é simplesmente repassando o trabalho. Ou vou colocar meu trabalho de gerencia no projeto ou direção, etc.
Domene - November 5th, 2008 at 4:06 pm
Fala Freelas
Nunca postei aqui ou no carreirasolo, me sinto como um intruso até: não sou freela, não me imagino freela, sou o oposto do freela, pois trabalho hoje num grande cliente / anunciante no cenário digital. Mas o Fala Freela acionou meu espírito empreendedor e, diferentemente do Carreira Solo, que nunca captou minha atenção, apesar de ter tentado algumas vezes, o FF tem conseguido minha atenção desde o primeiro episódio.
Venho comentar pela primeira vez pra congratular pela definição do Mauro de que a ética não é pessoal, e sim universal dentro de uma sociedade. Não existe a “minha” ou a “sua” ética. Existe a ética da sociedade. Ponto pra vc, Mauro.
Mas, rebato uma argumentação do próprio Mauro, quando entrou na polêmica da indústria do Tabaco. Na época eu não era do mercado de anunciantes, portanto não consigo debater sobre as reuniões que o Mauro afirma. Porém, naquela ocasião o que ficou definido pela sociedade organizada foi que a propaganda de tabaco estava proibida em determinados veículos de massa. E, a indústria (legal) se viu às voltas por procurar alternativas para continuar anunciando nos veículos nos quais ainda lhes era permitido anunciar.
O decreto anti-tabagista que bloqueou a comunicação da indústria não determinou que o fumo era anti-ético. Nem que os fumantes eram anti-éticos. Nem a indústria de comunicação que ainda busca por alternativas permitidas e viáveis.
Não sou fumante nem tampouco trabalho (ou trabalhei) para a indústria tabagista. Trabalharia até, mas nunca foi o caso. Trabalho numa indústria que também é alvo da vigilância de comunicação, pois é tratada como não-saudável. Mas, mesmo assim, essa não é minha motivação de postar aqui pela primeira vez.
Enfim, o que quero dizer é que eu devo ter entendido errado quando o Mauro comentou que o trabalho de comunicação da indústria tabagista é anti-ético. Acredito que quem escolhe trabalhar na indústria, ou para a indústria, passa por um debate em relação a seus valores pessoais. Não por um debate ético.
De qualquer forma, venho agradecer o excelente programa e desejá-los sorte e bom trabalho pela frente!
Abraços
Leo Carbonell
Leo Carbonell - November 9th, 2008 at 3:42 pm
cláusula de apropriação de direitos de autorais (comum em concursos) = Clausula leolina, facilmente invalidada em juízo.
Leonardo - November 16th, 2008 at 2:15 am
olá! parabéns pra vocês pelo podcast!
realmente, é um tema complicado da ética quando se falou sobre fazer trabalhos para a indústria de tabaco. enquanto terminava de ouvir o podcast já fui elaborando meu comentário, mas quando li o do Leo Carbonell aqui acima nem precisei escrever todo o texto que tinha pensado, pois concordo com tudo que ele disse sobre este tema.
fumar ou produzir/vender cigarro não foi considerado ilegal pela lei, é um conflito pessoal mesmo que passa na cabeça do designer/publicitário, etc.
se for exagerar um pouco esta visão sobre o tema, também seria anti-ético fazer propaganda de cerveja, pois se o cara beber e dirigir pode matar alguém. e também seria fazer de bolacha recheada, pois se a criança comer demais pode ter problema de colesterol e veias entupidas.
acho que as pessoas devem seguir o que é ético e estabelecer algumas idéias bem claras do que ela acha certo ou não, do ponto de vista pessoal dela. se ela não quiser fazer propaganda de cerveja/cigarro/bolacha/panetone/manteiga/refrigerante, ótimo pra ela. mas não julgue quem faz.
também não sou fumante, apenas discordo do ponto de vista apresentado. parabéns pelo programa!
Paulo Cholla - November 26th, 2008 at 1:56 pm
Só pra compartilhar.
Trabalhei em uma empresa uma vez, e simplesmente um dia (depois de 1 ano e 8 meses), claro que já vinha pensando nisso a muuuito tempo, parei e pensei o trabalho que eu tenho que fazer engana pessoas, porque eles pediam para colocar as letrinhas de rodapé bem miudas e sem muito contraste em praticamente todas as telas que eu desenhava. Pensei na minha familia, na minha carreira, e em mais trocentas coisas mas resolvi tomar uma atitute e pedi as contas (nem registrado eu era, como mais um tópico do podcast, era uma cooperativa que “forçaram” a entrar) e um dos principais motivos foi esse peso na conciência que eu estava.
Tanto é que fiquei 4 meses freela e nesse tempo desenvolvi os melhores trabalhos até então.
=)
Marcio Toledo - December 5th, 2008 at 2:57 am
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Fala Freela #10 | Carolina Vigna-Maru - July 27th, 2009 at 5:54 pm
que musica é essa que toca no final ?
Daniel Leal Freitas - October 13th, 2011 at 11:06 am
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